sexta-feira, 29 de maio de 2009

New Divide - Linkin Park

I remembered black skies
The lightning all around me
I remembered each flash as time began to blur
Like a startling sign that fate had finally found me
And your voice was all I heard
That I get what I deserve

So give me reason to prove me wrong
To wash this memory clean
Let the thoughts cross the distance in your eyes
Give me reason to fill this hole connect the space between
Let it be enough to reach the truth that lies
Across this new divide

There was nothing in sight but memories left abandoned
There was nowhere to hide the ashes fell like snow
And the ground caved in between where we were standing
And your voice was all I heard
That I get what I deserve

So give me reason to prove me wrong
To wash this memory clean
Let the thoughts cross the distance in your eyes
Across this new divide

In every loss
In every lie
In every truth that you'd deny
And each regret and each goodbye
Was a mistake too great to hide
And your voice was all I heard
That I get what I deserve

So give me reason to prove me wrong
To wash this memory clean
Let the thoughts cross the distance in your eyes
Give me reason to fill this hole connect the space between
Let it be enough to reach the truth that lies
Across this new divide

Across this new divide
Across this new divide


A Vida não me Desapontou


Não, a vida não me desapontou! Pelo contrário, todos os anos a acho melhor, mais desejável, mais misteriosa... desde o dia em que vejo a mim a grande libertadora, a ideia de que a vida podia ser experiência para aqueles que procuram saber, e não dever, fatalidade, duplicidade!... Quanto ao próprio conhecimento, seja ele para outros aquilo que quiser, um leito de repouso, ou o caminho para um leito de repouso, ou distracção ou vagabundagem, para mim é um mundo de perigos, é um universo de vitórias onde os sentimentos heróicos têm a sua sala de baile. «A vida é um meio de conhecimento»; quando se tem este princípio no coração, pode viver-se não somente corajoso mas feliz, pode-se rir alegremente! E quem, de resto, se ouvirá, portanto, a bem rir e a bem viver se não for primeiramente capaz de vencer e de guerrear?



Autor: Friedrich Nietzsche, in "A Gaia Ciência"



Nota Pessoal

A vida não nos desaponta... As pessoas sim... E normalmente as primeiras a fazê-lo são aquelas que nos são mais próximas. As que amamos. Aquelas em quem confiamos, quase que, cegamente...

Terra dos Homens


Quando procuro nas minhas recordações aquelas que me deixaram um gosto duradouro, quando faço o balanço das horas que contaram, descubro aquelas que fortuna alguma me teria conseguido. Não se compra a amizade de um Mermoz, de um companheiro a que as provações vividas em comum nos ligaram para sempre. Esta noite de voo e as suas cem mil estrelas, esta serenidade, esta soberania de poucas horas, não as compra o dinheiro.E não compra também aquele aspecto novo do mundo depois das etapas difíceis, as árvores, as flores, as mulheres, aqueles sorrisos coloridos da frescura da vida que acaba de nos ser devolvida ao romper da manhã, todo o concerto de pequenas coisas que nos recompensam.



Autor: Saint-Exupéry

O Presente não Existe


Não é extraordinário pensar que dos três tempos em que dividimos o tempo - o passado, o presente e o futuro -, o mais difícil, o mais inapreensível, seja o presente? O presente é tão incompreensível como o ponto, pois, se o imaginarmos em extensão, não existe; temos que imaginar que o presente aparente viria a ser um pouco o passado e um pouco o futuro. Ou seja, sentimos a passagem do tempo. Quando me refiro à passagem do tempo, falo de uma coisa que todos nós sentimos. Se falo do presente, pelo contrário, estarei falando de uma entidade abstracta. O presente não é um dado imediato da consciência.
Sentimo-nos deslizar pelo tempo, isto é, podemos pensar que passamos do futuro para o passado, ou do passado para o futuro, mas não há um momento em que possamos dizer ao tempo: «Detém-te! És tão belo...!», como dizia Goethe. O presente não se detém. Não poderíamos imaginar um presente puro; seria nulo. O presente contém sempre uma partícula de passado e uma partícula de futuro, e parece que isso é necessário ao tempo.


Autor; Jorge Luís Borges

In 'Ensaio: O Tempo'

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Não Somos Capazes de Distinguir o que é Bom e o que é Mau


Quantas vezes um pretenso desastre não foi a causa inicial de uma grande felicidade! Quantas vezes, também, uma conjuntura saudada com entusiasmo não constituiu apenas um passo em direcção ao abismo — elevando um pouco mais ainda alguém em posição eminente, como se em tal posição pudesse estar certo de cair dela sem risco! A própria queda, aliás, não tem em si mesma nada de mal se tomares em consideração o limite para lá do qual a natureza não pode precipitar ninguém. Está bem perto de nós o termo de tudo quanto há, está bem perto, garanto-te, o limite desta existência donde o venturoso se julga expulso e o desgraçado liberto; nós é que, ou por esperanças ou por receios desmesurados, a fazemos mais extensa do que realmente é. Se agires com sabedoria, medirás tudo em função da condição humana, e assim limitarás o espaço tanto das alegrias como dos receios. Vale bem a pena privarmo-nos de duradouras alegrias a troco de não sentirmos duradouros receios!

Por que motivo procuro eu restringir este mal que é o medo? É que não há razão válida para temeres o que quer que seja; nós, isso sim, deixamo-nos abalar e atormentar apenas por vãs aparências. Nunca ninguém analisou o que há de verdade no que nos aflige, mas cada um vai incutindo medo nos outros; nunca ninguém se atreveu a aproximar-se do que lhe perturba o espírito e a averiguar a natureza real e fundamentada do seu medo. Daqui resulta o crédito que se dá a um perigo inexistente, que mantém a sua aparência porque ninguém o contesta a sério. Basta que nos decidamos a abrir bem os olhos para verificarmos como é diminuto, incerto e inofensivo aquilo que receamos. A confusão dos nossos espíritos corresponde perfeitamente à descrição de Lucrécio: «tal como as crianças no meio da escuridão tremem com medo de tudo, assim nós tememos em plena luz!». Pois bem, não seremos nós mais insensatos do que as crianças, nós que tememos em plena luz? A verdade, porém, Lucrécio, é que nós não tememos em plena luz, criamos, sim, trevas a toda a nossa volta! Não somos capazes de distinguir o que é bom e o que é mau; passamos toda a vida a correr, a tropeçar às cegas, e nem por isso somos capazes de parar ou de tomar atenção onde pomos os pés. Estás a imaginar como é coisa de loucos andar a correr no escuro! Valham-me os deuses! Não conseguimos mais nada senão termos de regressar de mais longe; sem saber para onde nos dirigimos, continuamos teimosamente a caminhar para onde o instinto nos leva. No entanto, se o quisermos, poderá fazer-se luz em nós. De um único modo: adquirirmos o conhecimento das coisas divinas e humanas, um conhecimento interiorizado, e não meramente superficial; meditarmos nessas ideias já adquiridas, comprovarmos a sua validade pela nossa própria experiência; investigarmos o que é bom e o que é mau, e a que coisas se atribui falsamente um ou outro destes adjectivos; averiguarmos em que consiste o bem e o mal éticos — e, finalmente, o que é a providência.




Autor: Séneca, in 'Cartas a Lucílio'

domingo, 17 de maio de 2009

Porque te amo ?!


Se eu tivesse que explicar por que é que te amo, todos os cadernos do mundo não teriam páginas suficientes para o tanto que eu teria para dizer, pois tu és tudo pra mim. És a razão da minha paz e da minha felicidade.
O amor é um substantivo abstracto, mas o sentimento que despertas em mim é algo tão real que às vezes tenho a impressão de que toda a beleza do mundo se materializa no meu coração. Fazes com que eu veja tudo de uma maneira mais colorida e optimista, trazes-me o estímulo necessário para enfrentar a vida com alegria e paixão, dás-me a paz e a tranquilidade necessárias para que eu nunca me preocupe diante de qualquer dificuldade.
Gosto de tudo em ti: da tua pele, da tua voz e dos teus cabelos. Gosto dos teus olhos luminosos, dos teus modos gentis mas decididos; desta tua especial intuição, que te leva sempre a fazer exactamente aquilo que eu espero e desejo.
Sabes agradar-me sem fazer esforço, sabes fazer-me feliz sem exigir nada em troca, embora eu me reconheça capaz de fazer tudo por ti.
Se "amor" é um substantivo abstractivo, Amar é um verbo intransitivo e, por isso, eu amo-te porque te amo.
É isso!

A minha vida é meu amor...


Desde que surgiste no meu caminho, tornou-se impossível para mim imaginar a vida sem a tua presença constante. Quando não estás por perto vem-me uma profunda sensação de vazio, um estranho sentimento de vácuo, de total desorientação.
Sem ti falta-me o chão, falta-me a segurança que me transmites através de um simples sorriso de concordância ou consentimento, falta-me sempre a certeza de estar a fazer o mais correcto ou o melhor. Sem ti também me falta o céu e os sonhos. É da tua presença que me vem a inspiração para projectar o futuro ou mesmo a força para ultrapassar as dificuldades quotidianas.
A minha vida é o meu amor. É por ele que eu procuro fazer-me melhor a cada dia, é por ele que eu me torno uma pessoa mais carinhosa e gentil, e é nele que meus pulmões encontram a força para respirar e me manter viva.
O meu amor é alguém especialmente maravilhoso. É ele quem mais me admira as virtudes e quem mais me compreende os pecados, vícios e manias que carrego.

O meu amor reconhece as nossas afinidades e respeita as nossas diferenças. Traz-me calma e paz. Toca-me a alma com doçura e generosidade.
A minha vida é o meu amor. E o meu amor és Tu.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Dá-me sede - Pedro Khima

Dá-me sede, dá-me voz,
Dá-me algo que te prenda...
Traz-me sono, traz-te a ti,
Traz-me algo, estou sem tempo...

E quando estou contigo
És quem me faz parar de respirar,
E quando estás comigo
És tudo o que há em mim,
Quero-te assim...
Quero-te só para mim...

Faz-me fraco, faz-me rir,
Faz algo mais que fugir...
Traz-me medo, traz-te a ti,
Traz-me algo, estou sem tempo...